Nidalumi
Recurso

Lembrete de remédios para a família toda

O lembrete chega a quem toma o remédio: seu filho, você, sua mãe em outra cidade. Abaixo, o que anotar sobre cada remédio para que os horários deixem de depender da memória de uma pessoa só.

5 min de leituraAtualizado:

Os remédios da minha mãe têm hora certa. Eu moro a cem quilômetros e mesmo assim fico pensando: tomou ou não tomou? Se eu ligo, ela se ofende porque estou vigiando. Se não ligo, passo o dia com isso na cabeça.

Ninguém esquece remédio por descuido. O horário é fixo, o dia não: reunião que atrasa, trânsito, visita em casa. E quase sempre a agenda da farmacinha inteira da família mora na cabeça de uma pessoa só: o antibiótico do filho, as próprias vitaminas, o remédio de pressão da mãe.

O que anotar sobre cada remédio

Uma linha “comprimido de manhã” não basta. Para que o horário não dependa da sua memória, cada remédio precisa de seis respostas, e todas vêm da receita e da embalagem:

O que anotarExemplo
Quem tomaMinha mãe
O que éO nome da embalagem, do jeito que o médico escreveu
A que horas08:00 e 20:00
CondiçãoDepois de comer — se o médico falou assim
Até quandoTratamento até 14 de outubro ou “uso contínuo”
Onde fica e até quando duraPrateleira de cima; a caixa dá até o fim do mês

A última linha evita o esquecimento mais chato de todos: a pessoa lembrou do comprimido, e a cartela está vazia.

Três motivos que fazem o horário falhar

  • O lembrete chega à pessoa errada. O alarme toca no seu celular, mas quem toma é outra pessoa. Sobra um passo a mais: avisaram você, você liga, e ouve “eu sei, eu lembro”.
  • Um alarme só para tudo. Se o toque das oito vale para três remédios de três pessoas, logo ninguém mais escuta.
  • Não dá para saber se tomou. Uma hora depois ninguém lembra se o comprimido foi tomado. Daí vem o “você tomou?” e a resposta atravessada.

A saída é esta: cada remédio tem a sua pessoa, o seu horário e uma marcação que dá para ver sem perguntar.

A Organização Mundial da Saúde estima que, nos países desenvolvidos, só cerca de metade das pessoas com doenças crônicas toma os remédios como foi prescrito. Como e quando tomar cada remédio está na bula — é isso que vale passar para o lembrete.

Como funciona no Nidalumi

No Nidalumi, os remédios ficam na seção “Casa”, junto com os cuidados do pet, os prazos do carro e os documentos.

O remédio tem horário. Você cadastra uma vez, e daí em diante o lembrete chega sozinho, na hora certa.

Quem recebe o lembrete é quem toma. No Telegram ou por notificação no celular. O adolescente recebe o do remédio dele, você recebe o do seu. Sem intermediário.

Os pais idosos recebem o próprio lembrete. Sua mãe recebe no celular dela, e não uma ligação de conferência. A conversa muda: quem lembrou foi o celular, e não a filha que “está vigiando de novo”. Como montar isso com cuidado e à distância está no artigo sobre remédios dos pais idosos.

Pelo pequeno, quem marca é o pai ou a mãe. Se a criança não tem celular, o lembrete vai para o adulto, e é ele que marca.

Remédios: de quem, a que horas, quantas doses já foram hoje e quanto ainda tem
Remédios: de quem, a que horas, quantas doses já foram hoje e quanto ainda tem

Comprar a tempo. A caixa está acabando? Coloque na lista de compras da família e escolha quem compra: a pessoa recebe a mensagem e vê o item na tela dela.

Exemplo: os remédios da família numa folha só

QuemQuandoQuem recebe o lembrete
Filho, 6 anos — tratamento de uma semanade manhã e à noitea mãe ou o pai, que também marcam
Filha, 14 anosuma vez por dia, de manhãela mesma
Vocêà noitevocê
Sua mãe, que mora em outra casade manhã e à noitesua mãe, no celular dela

Nomes e horários você preenche com o que está nas receitas. O que importa na tabela é a última coluna: cada linha tem o seu destinatário, e nenhuma passa pela sua cabeça.

Por onde começar

  1. Junte todas as receitas num lugar só: prescrições, resumos de consulta, embalagens.
  2. Cadastre os remédios um por um: quem toma e a que horas, como o médico escreveu.
  3. Chame para a família quem toma, para que o lembrete chegue a essa pessoa, e não a você.

Dá para montar do mesmo jeito os outros lembretes da família; remédio costuma ser o primeiro lugar onde a diferença aparece.

Perguntas e respostas

O serviço indica o que tomar e como?

Não. O Nidalumi só lembra do que o médico já receitou. Remédio, dose, horário e duração do tratamento são definidos pelo médico.

Dá para cadastrar o remédio da minha mãe idosa, que mora em outra casa?

Dá. Ela entra na família, e o lembrete chega a ela: no Telegram ou por notificação no celular.

E se a pessoa não usa Telegram?

Não é obrigatório. Os lembretes também chegam por notificação no celular: o aplicativo se instala pelo site, no Android e no iPhone.

Quanto custa?

5 dias grátis e sem cartão. Depois, US$3.99 por mês ou US$35 por ano para uma família de até quatro pessoas — pelo planejador inteiro, não só pelos remédios.

Este guia ajuda a organizar lembretes; não substitui a orientação de um médico ou farmacêutico.

Fontes

  1. World Health Organization. Adherence to Long-Term Therapies: Evidence for Action, 2003

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