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Orçamento familiar, contas e assinaturas

O gasto é anotado numa linha, as contas avisam sozinhas, e quem responde “para onde foi” é a tela, não uma pessoa.

4 min de leituraAtualizado:

O dinheiro some e eu não sei para onde. Perguntar dá um constrangimento, parece que estou fiscalizando. E no fim do mês ninguém entende por que a conta zerou de novo.

Em geral, “orçamento familiar” são três coisas diferentes, e as três moram numa cabeça só. O que foi gasto. O que precisa ser pago e em que dia. E que assinaturas são cobradas sozinhas. Enquanto uma pessoa guarda isso de memória, qualquer pergunta sobre dinheiro soa como fiscalização. Quando está anotado e os dois veem, é só uma consulta.

Contas que se esquecem: lista pronta

Percorra a tabela e anote as suas — com dia e valor. Essa é a base, e ela dá conta do primeiro mês.

ContaFrequênciaO que anotar
Aluguel, condomínio, luz e águatodo mêso dia do vencimento
Internet e celulartodo mêsdia da cobrança, valor
Creche, cursos, esportestodo mêspara quem e até que dia
Lanche da escola, taxasconforme aparecemprazo e valor
Financiamento, parcelastodo mêsdia da cobrança
Seguro do carro e da casauma vez por anodata em que vence
Impostosuma vez por anoprazo de pagamento
Assinaturas: filmes, música, nuvemtodo mês ou todo anodia, valor, quem usa

Os pagamentos anuais são os mais traiçoeiros: em um ano dá tempo de esquecer, e eles chegam “de surpresa”.

Assinaturas: uma revisão em uma noite

  1. Abra no banco a lista de cobranças do último mês. Para as assinaturas anuais, do último ano.
  2. Anote tudo o que se repete: nome, valor, dia.
  3. Ao lado de cada linha, escreva quem usa.
  4. Mostre a lista para a família. O que fica, vocês decidem.

A ideia não é economizar a qualquer custo, e sim que cada cobrança seja conhecida, não uma surpresa.

Como anotar os gastos sem largar na segunda semana

  • Um gasto, uma linha. Valor e em quê: “mercado 230”, “tênis do Pedro 280”.
  • Quem gastou anota. Na hora, não à noite de memória e não por meio de você.
  • Sem prestar contas um ao outro. A anotação não é uma justificativa. Ninguém comenta no momento da compra.
  • Olhem juntos no fim do mês. Uma vez, com calma, pela lista.

Se na sua casa nunca se anotou nada, comece pequeno: por onde começar o orçamento familiar.

Como funciona no Nidalumi

No Nidalumi, o dinheiro é uma das seções do planejador da família, ao lado das tarefas, das compras e da rotina.

Gastos. São anotados numa linha — no site, no aplicativo do celular ou no bot do Telegram. A seção é de todos: a anotação não fica nas suas notas, e sim onde não é só você que vê.

Contas recorrentes e assinaturas. São cadastradas uma vez e daí em diante avisam sozinhas. Não é mais preciso decorar os dias — a tabela acima se muda inteira para cá.

Metas. Aquilo para que a família está juntando: a viagem, a bicicleta, a reforma.

Qualquer moeda. Real, dólar, euro — a que vocês usam.

Dinheiro: quanto foi gasto no mês, quanto sobrou e quanto dá para gastar por dia
Dinheiro: quanto foi gasto no mês, quanto sobrou e quanto dá para gastar por dia

O dinheiro das crianças funciona à parte: a criança ganha pontos pelas tarefas e troca por prêmios ou mesada, e quem define quanto vale cada ponto são os pais. Mais detalhes no artigo sobre mesada.

Perguntas e respostas

É obrigatório anotar cada gasto?

Não. Dá para começar só pelas contas recorrentes e assinaturas: cadastrar uma vez e receber os lembretes. Os gastos entram depois, quando vocês se acostumarem.

O outro adulto da casa não quer controlar nada. O que fazer?

Não peça para “fazer orçamento”. Combinem uma ação só: gastou, anotou uma linha. Dá para fazer isso no bot do Telegram, sem instalar nada.

Dá para controlar em outra moeda que não o real?

Dá, qualquer moeda.

Quanto custa?

5 dias grátis e sem cartão. Depois, US$ 3,99 por mês ou US$ 35 por ano para uma família de até quatro pessoas — pelo planejador inteiro, não só pela seção de dinheiro.

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